SAMBAS-ENREDO 86

 

GRUPO ESPECIAL
Beija-Flor
Caprichosos
Estácio de Sá
Imperatriz

Império da Tijuca
Império Serrano
Mangueira
Mocidade
Portela
Salgueiro
União da Ilha
Unidos da Ponte
Unidos da Tijuca
Unidos do Cabuçu
Vila Isabel

linha1.gif (3140 bytes)

GRUPO 1

Arranco
Em Cima da Hora
Engenho da Rainha
Independentes de Cordovil
Jacarezinho
Santa Cruz
São Clemente
União de Jacarepaguá
Unidos de Lucas

linha1.gif (3140 bytes)

volta.gif (1281 bytes)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

barra1.gif (920 bytes)

G.R.E.S. ACADÊMICOS DO ENGENHO DA RAINHA
Samba-Enredo 1986

Ganga Zumba, raiz da liberdade

Guará, De Minas, Bizil, Jacy Inspiração
barra1.gif (920 bytes)
Quando o leiloeiro apregoou
Vai haver uma princesa no leilão
Não sabia que vendia
Quem daria a luz um dia
A raiz da libertação
Liberdade, palavra com sabor de mel
No cativeiro tão cruel
Negros fugiam e se reuniam
Entre vastos palmeirais
Eis que a nação quilombola surgiu
Evoluiu muito mais

O rufar dos atabaques
Ecoava pelos ares                        (bis)
No grito de liberdade
Do Quilombo dos Palmares

É festa na aldeia
É canto, é dança, é batucada
A Lua no céu clareia
É o sangue, o suor, a raça
É Ganga Zumba que cheogu pra desbravar
Aquele povo bravamente despertou
Existe a luta para quem quiser lutar
E este exemplo pelo tempo se espalhou

Liberdade, um direito
E nos versos da canção            (bis)
É a brisa que me embala
É a força da razão

barra1.gif (920 bytes)

G.R.E.S. EM CIMA DA HORA
Samba-Enredo 1986

Terra Brazilis

Lino, Fabrício, Walter Bastos, Marquinhos Pagodeiro
barra1.gif (920 bytes)
Navegando, ô, em busca de riquezas
Caravelas portuguesas
Aqui chegaram comandadas por Cabral... por Cabral...
Deslumbrando com a terra
Caminha escreve ao rei de Portugal
Terra rica igual não há se plantando tudo dá

O colonizador trouxe as sementes
Que brotaram vários frutos diferentes
Mas os insetos daninhos
Foram destruindo a plantação... plantação...
Como aqui tudo é possível
Surge o monstro invisível
Criado pelo homem animal
Enquanto a mão do homem mata o inseto
O monstro mata o homem por completo
Isso é coisa de multinacional

Vou trepar, tirar um coco
Onde o vento faz a curva           (bis)
Menina larga o toco
Pega o cacho de uva

E o verde?...
Do verde só restou a dívida externa
O negro pássaro estimula a baderna
As florestas quase viraram papel
Nossa fruta tornou-se suco-exportação
E o jacaré sapateia na inflação

Nossa cana ganhou ropupagem fina
Minha cachaça mudou agora é gasolina           (bis)

(Mas chegou...)
Mas chegou, ô ô, a nova República
Para organizar a vida pública
O pássaro branco anuncia
Raiou enfim a Democracia

Carnaval eu vou brincar... eu vou brincar
Ver meu time campeão                                          (bis)
Mas na hora de pular... Eu não...
Eu não tiro o pé do chão

barra1.gif (920 bytes)

G.R.E.S. INDEPENDENTES DE CORDOVIL
Samba-Enredo 198
6

Quem não discute tem que engolir

Mazinho, Nabor Veneno
barra1.gif (920 bytes)
Nasceu no seio da mata virgem
O destemido guerreiro Mitavaí Arandu
Foi bóia-fria e vaqueiro, falou com seu padroeiro
Fez romaria a Caruaru
Saiu do sertão distante
Veio pra cidade grande
Contra um monstro lutar
Teceu um puçá de renda
Tão bonita e verdadeira
Pro maldito apanhar
E pensando ter vencido
Nosso herói então banido
Promete um dia voltar

Ê povo, sai do marasmo
E começa a discutir
Bota a boca no trombone
Pra não ter que engolir                     (bis)

Porém o monstro não foi derrotado
Com filhos pra todo lado
De colarinho engomado
Mais uma vez o herói entra na guerra
Vem brigar por essa terra
E defender nosso chão
Nos deixa delegado o seguinte
Fazer a constituinte, organizar mutirão
Que é pra massa ficar acordada
Com as mãos entrelaçadas
Se unir, não dispersar

Se pensam que a pátria-mãe é leiteira
Peguem sua mamadeira                                         (bis)
Vão mamar noutro lugar