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G.R.E.S. TRADIÇÃO
Samba-Enredo 1985

Xingu, o pássaro guerreiro

João Nogueira, Paulo Cesar Pinheiro
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Pintado com tinta de guerra
O índio despertou
Roani cercou
Os limites da aldeia
Bordunas e arcos e flechas e facões
De repente eram mais que canhões
Na mão de quem guerreia

Caraíba quer civilizar o índio nú
Caraíba quer tomar as terras do Xingu           (bis)

Quando o sol resplandece os raios da manhã
Na folha, na fruta, na flor e na cascata
Reclama o pagé pra Tupã
Que o curimatã sumiu dos rios
E o uirapuru fugiu pro alto da mata
Toda caça ali se dispersou
Ô Deus Tupã
Benze a pedra verde, a muiraquitá
Que os índios
Estão se juntando igual jamais se viu
Pelas terras do pau-Brasil

É Kren-Akarore, Kaiabi, Kamaiurá
É Tchukarramãe é kretire, é Carajá            (bis)

Eh! Xingu
Ouvindo o som do seu tambor
As asas do Condor, o pássaro guerreiro
Também bateram se juntando ao seu clamor
Na luta em defesa do solo brasileiro

Um grito de guerra ecoou
Calando o uirapuru lá no alto da serra
A nação Xingu retumbou
Mostrando que ainda é o índio o dono da terra

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