|
G.R.E.S.
TRADIÇÃO |
Rei Sinhô, rei Zumbi, rei Nagô - Eu também tô aí, tô aí sim sinhô |
| João Nogueira, Paulo Cesar Pinheiro |
| O negro lá
na África era um rei Foi artesão, foi caçador Guerreiro, feiticeiro, camponês Exímio dançador Tinha sua própria lei E a liberdade sem favorDono dos ouros, das pratas Dos rios, das matas (bis) O Rei senhor ô ô ô Um dia chegou o branco invasor De armas nas mãos, brutais e cruéis Sangue pelo chão, correntes nos pés Vinham das galés, lamentos de dor Mas da escravidão surgiu Zumbi que foi o rei libertador O tempo passou E a raça no Brasil tem uma nova cor O samba vingou E o negro no Brasil tornou-se o Rei Nagô Morena de angola, me faz cafuné Mulato frajola de lá da Guiné Que deita e que rola Na ponta do pé Veio dentro de gaiola Transformou-se em quilombola Veja agora o que ele é Rei do carnaval da escola Rei das artes, rei da bola E a rainha mãe quelé |