Acadêmicos do Jardim Bangu – Sinopse 2017

CARNAVAL DE 2017

SINOPSE DO ENREDO

No Jardim das Quatro Luas, Reluz o Machado de Xangô

Acadêmicos do Jardim Bangu - Logo do Enredo - Carnaval 2017

 

A lua, suas fases e mistérios estão intrínsecos em muitas culturas de diversas nações. Em saberes milenares, que ultrapassam o limiar do tempo, fascinam a ciência e determinam a vida nessa nossa Terra. O Sol, composto por fogo, elementar de Xangô, é o astro responsável por irradiar luz e calor para toda a galáxia. Assim, a lua apresenta uma relação direta com o ele. É um astro que não possui luz própria, mas recebe a luz do Sol e a reflete. Reluz, então, o machado de Xangô iluminando todo o nosso Jardim e, juntamente com ele, Osú, a lua africana, em todas as suas quatro fases: Lua de Iansã, Lua de Oxum, Lua de Iemanjá e Lua de Nanã.

“Saravá grande guerreira, dona do Sol e da Lua
Minha Santa padroeira, que me traz e me conduz
Proteção para esses filhos, eparrei oh bela Oyá
Moça linda de Aruanda, venha nos abençoar!”

Eis que surge a Lua Nova e com ela a mulher menina deste panteão. É a Lua de Iansã, que tem como elemento básico o fogo. Como moça pura a conhecer ainda o mundo, é como a terra fecunda em toda sua forma de natureza. Seus seres, suas matas, em toda sua perfeição. Seus segredos estão preservados. É momento da preparação de um trabalho ou oferenda, é o momento de plantar as coisas.

“Olho pro céu, vejo uma estrela encantada.
Uma lua iluminada com estrelas a brilhar.
Ela é Oxum, Orixá da natureza e a sua pura beleza vem a todos encantar.”

Em sua fase Crescente, a mulher jovem é como a primavera, o início de uma nova era. A lua de Oxum tem como elemento básico o ar. É energia vital, emoção, beleza e encantamento, como um rio a correr cheio de vida ao encontro do mar.

“Eu vou à Praia Grande, eu vou pro mar
Levar botões de rosas, pra Iemanjá
Eu vou à praia, vou riscar ponto na areia
Vou pedir a Mãe Sereia todas as forças do mar
Que nos proteja com seu manto inteiro branco
E com todos os encantos que tem as ondas do mar…”

Lua cheia, sinônimo de maternidade e fecundação. É a mulher mãe. Nela que se vive a expansão, as mudanças e conquistas. A Lua de Iemanjá tem como elemento básico a água, recebe as devotas oferendas dos filhos seus, os abençoam, os alimentam e os amam, como mãe zelosa que é. É a lua das transformações, que muda e transforma as marés. Temida por muitos e amada por tantos outros. Lua cheia de encantos e muitos mistérios. É fascínio constante que nos enamora mesmo sem querer.

“Minha mãe é Nanã, É o Orixá mais velho do céu
Nanã, oh Nanã Buruquê, Firma seu filhos, agora eu quero ver
Senhora Santana, Dai-nos vossa proteção
Valei-nos avó de Aruanda, Valei-nos com sua benção
Com seu manto consagrado, Com sua estrela bendita
Valei-nos senhora Nanã, Livrai-nos das horas aflitas.”

Fechando as fases da divina lua, eis a Minguante que o céu enegrece, a misteriosa, que domina o oculto, a mulher anciã. Todo segredo nela se desfaz e se traduz. É a Lua de Nanã, que tem como elemento básico a Terra. A lua de encerramento, a nociva por natureza. Vem envolta da escuridão, da preparação do novo ciclo, quando a vida se renova, onde tudo passará a ser luz novamente.

A lua brilha no meio da escuridão da noite. A escuridão simboliza a humanidade pecadora e a lua simboliza a pureza e a luz. Na iconografia cristã, o sol é Jesus Cristo. Por isso, a luz sob os pés de Maria significa que sua luz vem de Jesus. Assim, Maria, mesmo tendo nascido na humanidade pecadora, foi preservada do pecado pela graça de Deus. Ela foi concebida sem o pecado original. Por isso, Nossa Senhora brilha como a lua, refletindo a luz do sol, que é a verdadeira fonte do poder da vida, abençoando o nosso Jardim para que se inicie um novo ciclo e uma nova fase de conquistas e vitórias.