Por Tarcísio Araújo

 

Considerado um dos melhores mestres da atualidade, Thiago Diogo sempre deixa sua marca por onde passa e não está sendo diferente na Grande Rio. Após conquistar a nota máxima para a Bateria Invocada em 2015 – fato que não acontecia há quatro anos –, Thiago foca em manter o mesmo nível para o próximo carnaval.

Thiago Diogo, mestre de bateria da Grande Rio (Foto: Vicente Rodrigues / Divulgação)

Thiago Diogo, mestre de bateria da Grande Rio (Foto: Vicente Rodrigues / Divulgação)

“Claro que a gente trabalha em cima da visão dos jurados com relação aos nossos erros e em 2016 teremos uma bateria Invocada ainda mais técnica e mais ousada. Temos feito um trabalho de bossa muito musical, com diferença de nuance musical, uma coisa que não se vê muito em bateria e vão ver esse ano.”, disse.

Formado na Aprendizes do Salgueiro, Thiago se tornou pupilo do Mestre Louro (Mestre dos Mestres) e sempre se orgulhou disso.

“Tenho a honra de ser formado na escola de Mestre Louro, de vir ser o pupilo, o cara indicado por ele para substitui-lo na Porto da Pedra. Pra mim sempre será um orgulho e onde quer que eu vá, vou levar essa bandeira comigo. Hoje em dia eu me vejo aplicando o que graças a Deus aprendi com ele. É bom a gente manter a chama do samba acesa.”

Amigo do intérprete Emerson Dias desde os tempos de Salgueiro, Mestre Thiago tem total entrosamento com o cantor, o que torna o trabalho mais harmonioso.

“O trabalho com o Emerson é muito bom não só pela nossa amizade de anos, mas as viagens musicais que a gente tem são muito legais e o clima fica muito legal também. Eu procuro trabalhar deixando ele confortável com andamento, aqui a gente procura o que é melhor para o dois e para a escola. O trabalho fica mais prazeroso. Vou aproveitar para dizer o quanto eu sou fã dele, o quanto ele evoluiu musicalmente e como pessoa é um cara sensacional.”

Mesmo com toda bagagem, Thiago ainda não ganhou o Prêmio Estandarte de Ouro e pode quebrar esse tabu no próximo ano, ajudando a Invocada a retomar esse prêmio.

“Eu sou muito tranqüilo com relação a isso. Claro que a gente busca conquistá-los, isso faz bem para a bateria, para os ritmistas. A gente sempre foca num trabalho de tirar nota dez, porque ajuda a escola. Eu sempre faço reverencia a todos os júris de todos os prêmios. Da mesma maneira que eu respeito e entendo a posição dos julgadores que me julgam, eu respeito aos jurados que julgam os prêmios. A gente todo ano trabalha pra tentar conquistar todos eles, mas eu aceito com naturalidade. Cada um tem a sua vez e quando chegar a nossa hora, papai do céu vai saber e tenho certeza que vai ser por um grande trabalho e a gente vai ficar bem feliz com isso.”, concluiu.


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